Bicho eres un Bicho de Filipa y Idoia

bicho eres un Bicho de Filipa y Idoia









®existir-२००८


CENTAMOSTRA
Dia - 14 de Setembro, 14.30 horas.


®existir-2008 apresentação documental.Filipa Francisco, Lara Soares, Joana Sá e Luís Martins. Área: Pluridisciplinar. Dia - 14 de Setembro, 14.30 horas.
Local- CENTA (estúdio)



Projecto pluridisciplinar de formação e criação artística contínua, desenvolvido no E. P. de Castelo Branco, concebido e coordenado pela coreógrafa Filipa Francisco, desde 2001. A metodologia cruza as artes performativas, as artes plásticas e a escrita, orientando-se para a construção de um “produto” que é apresentado publicamente, no final de cada ano. È um espaço de investigação na área da Dança para a Comunidade e, simultaneamente, motor de desenvolvimento pessoal e interpessoal dos reclusos envolvidos. Projecto único, em Portugal, tem conseguido aliar o respeito pelo tempo requerido num processo que respeita e potencia as características de cada pessoa e o fulgor da criação contemporânea - em 2006 a peça criada-“Nus Meio” estreou no Teatro Camões, em Lisboa.

CENTAMOSTRA propõe a criação de um espaço de proximidade entre a criação artística contemporânea e as populações e programadores locais. A programação tem um núcleo fixo constituído pelos projectos produzidos pelo CENTA em 2008 e pela colaboração com o Festival Urbano Pedras d’Água de Lisboa, através da apresentação de dois projectos e um núcleo flexível constituído pela apresentação de projectos ou do trabalho de criadores apoiados pelo Programa de Residências do CENTA - Margarida Mestre, Ana Martins, Mário Afonso, Sílvia Pinto Coelho, Simão Costa, Nuno Rebelo/ Marco Franco, Sofia Neuparth, Jorge Murteira, Elizabete Francisca/Miguel Pereira/Nicolaas Leach/Paula Frazão/Bruno Carvalho, Gonçalo Tocha e Jack Shamblin.

ÍMAN

Filipa Francisco, Wonderfull’s Kova M & convidados

Festa do Avante

6 de Setembro, 24.00 h





Íman é uma coreografia plena de energia e cor, fundada na riqueza cultural do bairro da Cova da Moura e na experiência contemporânea das intérpretes. Desfile surpreendente de emoções, Íman combina alegria, tensão, explosão, amizade, cuidado. Ao ritmo de um "batuko" moderno, somos "agarrados" pela entrega dos corpos à dança, pela força contagiante da mulher. Em Íman, com Rosy, Bibiana e as Wonderfull's Kova M, comprova-se que beleza é este entrelaçar de distintas experiências culturais.
No final da coreografia, é apresentado um vídeo documentário que desvela o processo criativo.

íman DeFilipa Francisco, WonderfuWs Kova M e convidados, Festival Alkantara, CCB, 30 Maio, 19h. Sala cheia

íman é um dos mais entusiasmantes espectáculos deste festival e, sem dúvida, da história recente da criação portuguesa



“Alguma pressa na definição de um espectáculo intercultural tem levado a equívocos que nem a melhor retórica discursiva consegue disfarçar. Basta ver Bahok, a obra que Akram Kham, coreógrafo do Bangladesh radicado em Londres, e o Ballet Nacional da China trouxeram ao Alkantara (CCB, 30 e 31 de Maio) para percebermos que não basta querer dar "ao outro" o mesmo espaço para daí se conseguir extrair um libelo humanista. Sem os meios, mas sobretudo sem as pretensões do exemplo anterior, Un an après... de Nacera Belaza, e íman, de Filipa Francisco e as WonderfuH's Kova M, um grupo de jovens intérpretes de hip-hop da Cova da Moura, deram-nos estimulantes pistas para um discurso (não um novo discurso) que concilia, sem concessões, as diferenças e as proximidades entre diversos contextos.

(…) Esse "outro" encontramos também em íman, sobretudo no rosto destas oito extraordinárias intérpretes, intransponível quando fora de cena, vivo e crente quando dançam. Raramente vimos, como nos seus rostos, um comprometimento, uma segurança e uma certeza inabaláveis, que nos dá conta de um desejo de transcendência. Peça que rasga sem medos todos os manuais de arte comunitária ou projecto de inserção social, íman é um dos mais entusiasmantes espectáculos deste festival e, sem dúvida, da história recente da criação portuguesa. Ao longo de uma hora a energia destas oito mulheres dá-nos um espectáculo descomplexado, que não é miserabilista, não cede na exigência, nem faz tábua rasa das suas raízes ou das práticas contemporâneas. Sobretudo, cala os que, discriminando positivamente, pactuam com um nivelamento rasteiro do discurso artístico. Há nestas mulheres (como havia nos intérpretes, também da Cova da Moura, de Confissões, o projecto que Pedro Carraca e Cláudia Gaiolas apresentaram neste festival) uma generosidade, uma vontade de partilha e uma crença naquilo que estão a fazer que nos desarma. Em íman, os corpos delas surgem-nos imensos e disponíveis, dançando aquele momento como se tudo disso dependesse, e provando que há vitórias que não se compram. “

Tiago Bartolomeu Costa
video

C.V


Coreographer and performer.

Estudied dance, improvisation, dramaturgy and psychology .

Worked with the following stage directors and choreographers: Joaquim Benite, João Garcia Miguel, Lúcia Sigalho, Francisco Camacho, Madalena Vitorino, Vera Mantero, Rui Nunes, Paula Castro e Silvia Real.

Founding member, with Bruno Cochat, of the Theater-Dance Company “A Torneira”.

Most relevant Works: “ Nu Meio” (in Turim, Italy. Mousonturm Theater, Frankfurt) “O Nariz do meu pai” (Festival Danças na Cidade and Acarte, Lisbon), “There i stand” (in Culturgest , Lisbon). “Reading of lists” in Al kantara Festival, Lisbon).

Since 2000 she develops the project Rexistir, A project of formation and creation with the inmates of the Castelo Branco prison.

  • http//numeio.blogspot.com
  • www.alkantara.com
  • www.festivalt.org
  • www.panoramafestival.com